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Mais de 1,2 mil corpos são descobertos na região de Kiev

terça-feira, 12 de abril de 2022

/ por Rota Social

 Mais de 1, 2 mil corpos foram descobertos até agora na região de Kiev, parcialmente ocupada há várias semanas por forças russas, anunciou a procuradora-geral da Ucrânia Iryna Venediktova .ebcebc

Clique na imagem para ampliar (Foto: Divulgação)

“Até o momento, temos 1.222 pessoas mortas apenas na região de Kiev”, disse hoje (10) Iryna Venediktova, em entrevista ao canal britânico Sky News. Ela também relatou 5.600 investigações abertas por denúncias de crimes de guerra desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro. A procuradora não especificou se os corpos descobertos eram exclusivamente de civis.

Há uma semana, Iryna Venediktova tinha anunciado 410 civis mortos, encontrados nos territórios libertados da região de Kiev. A procuradora admitiu que pudessem existir muitos mais corpos que ainda não tinham sido recolhidos e avaliados.

Só na cidade de Bucha, a noroeste de Kiev, que se tornou símbolo das atrocidades da guerra na Ucrânia, cerca de 300 pessoas foram enterradas em valas comuns, de acordo com relatório divulgado pelas autoridades ucranianas em 2 de abril.

Na semana passada, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou a criação de “mecanismo especial” para investigar e processar todos os crimes dos invasores do país, acrescentando que funcionaria com base no “trabalho conjunto de especialistas nacionais e internacionais”.

“Esse mecanismo ajudará a Ucrânia e o mundo a levar à Justiça aqueles que iniciaram ou participaram de alguma forma desta terrível guerra contra o povo ucraniano e crimes contra o nosso povo”, afirmou o chefe de Estado.

A procuradora-geral considerou o presidente russo, Vladimir Putin, “o principal criminoso de guerra do século 21”.

Referindo-se à estação de Kramatorsk (Leste), no qual 52 civis, incluindo cinco crianças, foram mortos em ataque atribuído a um míssil russo, Iryna Venediktova disse à Sky News ter “provas” de que a Rússia estava por trás do ataque.

A Rússia lançou, em 24 de fevereiro, ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre eles 197 menores, segundo dados recentes da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,4 milhões para países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento à Ucrânia e o reforço de sanções econômicas e políticas a Moscou.

Corpos na guerra

Apesar de mais de 400 corpos terem sido encontrados nesta semana, o Pentágono diz que a Ucrânia pode ganhar a guerra contra a Rússia, apesar do ceticismo de alguns altos funcionários norte-americanos que falam do risco de um conflito prolongado. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou, nea última quinta-feira (7), que vai pedir o envio de mais armamento à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).ebcebc“Claro que podem ganhar. A prova está literalmente nos resultados que estão obtendo todos os dias. Eles podem ganhar”, disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby no Twitter.

Ele lembrou o que as forças ucranianas conseguiram até agora: “Putin não alcançou nenhum dos seus objetivos estratégicos na Ucrânia. Não conquistou Kiev e não derrubou o governo. Só tomou o controle de pequeno número de centros populacionais”.

“E não foram os que procurava. Por isso, Mariupol ainda não foi tomada. Tirou as forças de Kiev de Cherniniv. Não conquistou Kharkiv nem Mykolayiv, no Sul da Ucrânia”.

Segundo John Kirby, “os ucranianos lutam corajosamente pelo seu país. E negaram a Putin os seus objetivos estratégicos. Eles podem vencer”.

Cem drones de combate, que o presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, anunciou há duas semanas que seriam enviados à Ucrânia já chegaram ao país, informou o Departamento de Defesa.

O porta-voz do Pentágono disse que os drones, com ogivas antiblindados, chegaram à Ucrânia no início da semana.

Agência Brasil

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