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Incêndio em residência mata morador em Maracaju

segunda-feira, 25 de julho de 2022

/ por Grupo ABDA

 A Polícia Civil de Maracaju – cidade a 149 quilômetros de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul – investiga a morte de um homem de 50 anos durante um incêndio na noite desse domingo, dia 24 de julho. O corpo foi encontrado com diversas queimaduras por militares do Corpo de Bombeiros que atuavam no combate as chamas.

Eram 19 horas quando os militares foram chamados para apagar o fogo que consumia uma residência no Jardim Guanabara. Enquanto combatiam as chamas, viram que um homem estava dentro do imóvel, deitado em um colchão, já sem vida.

Clique na imagem para ampliar (Foto: Maracaju Speed)

O incêndio foi controlado e a polícia chamada. Os peritos de Dourados foram a cidade e constataram que a vítima era Antônio Rodrigues. Ele estava com queimaduras por todo o corpo, mas só exame de necrópsia deve confirmar se ele morreu pela inalação de fumaça ou pelos ferimentos.

Segundo o delegado Pedro Luis de Paiva Brandão, a principal suspeita é que o fogo tenha começado de forma acidental. “Constatamos que tinha um cinzeiro embaixo do sofá que foi queimado. Muito provavelmente ele acendeu um cigarro, deixou no cinzeiro que fica embaixo do sofá e causou o incêndio. Não há nenhum indício de que o incêndio foi criminoso”.

A ex-mulher de Antônio foi ouvida e relatou que o marido fumava muito e que sofria violência doméstica.

Passagens pela polícia

Antônio responde a dois processos na justiça de Mato Grosso do Sul, ambos por violência doméstica. Em um deles, ele ameaça atear fogo na casa da ex.

A primeira passagem é de setembro de 2020, por ameaça. Ele e a vítima ficaram juntos por dois anos. Durante todo o relacionamento o homem foi violento e depois da separação, começou ameaçar a mulher de morte.

Na denúncia do Ministério Público, consta que ele ameaçou atear fogo na casa da ex-mulher. “O denunciado não aceitando o término da relação ameaçou a vítima de morte, dizendo: se você não sair comigo eu vou colocar fogo na casa, com todos aí dentro. Bem como lhe desferiu socos na cabeça e puxões de cabelo”.

Quando registrou o boletim de ocorrência, a mulher contou que já estava separada dele há um ano e mesmo assim ele a perseguia. Ameaçava matar os filhos e netos dela caso não voltasse com ele. Chegou a revelar que pensou em tirar a própria vida porque não tinha paz.

Por medo pela família, ela sempre cedia. Contou também que em 2017 procurou a polícia para denunciar o companheiro pelas agressões por duas vezes.

Não adiantou, o Antônio continuou com as agressões. Um ano depois, em segundo de 2021, foi preso por lesão corporal.

No dia cinco daquele mês ele foi até a casa da vítima, a agrediu e a ameaçou mais uma vez. Afirmou que se fosse preso a mataria e chegou a correr atrás da ex-companheiro com um facão. Ela chamou a Polícia Militar e ele foi levado para a delegacia.

Apesar do histórico violento, ele ganhou a liberdade, mas foi proibido de manter contato com a vítima por qualquer meio e de chegar a 200 metros da ex, da casa dela ou do trabalho. Também foi proibido de sair da cidade e obrigado a participar do programa de orientação para agressores nos casos de violência doméstica.

A justiça tentou intimar Antônio no ano passado e neste ano, mas ele não foi encontrado no endereço que morava na época. Nenhum morador soube explicar onde ele estava e revelaram que ele não tinha endereço fixo.

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